Mãe, tuas rugas não são daninhasE nem estão sozinhas.
Elas também são minhas, são minhas.




Houve aqui em Salvador um espetáculo com este título, escrito em 1998 por Claudius Portugal. Uma brincadeira de um poeta e homem que colocava a mulher no centro do ato poético e cênico. "Se eu disser que vi um pássaro
Sobre o teu sexo, deverias crer?
E se não for verdade, em nada mudará o Universo.
Se eu disser que o desejo é Eternidade
Porque o instante arde interminável
Deverias crer? E se não for verdade
Tantos o disseram que talvez possa ser.
No desejo nos vêm sofomanias, adornos
Impudência, pejo. E agora digo que há um pássaro
Voando sobre o Tejo. Por que não posso
Pontilhar de inocência e poesia
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?"


E nem é poesia, é canção. Mas é Chico Buarque. E então... 
